Fim da escala 6×1 avança na Câmara. Entenda os impactos para o mercado pet

junho 20, 2026
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A proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil avançou na Câmara dos Deputados com a apresentação do relatório da comissão especial que discute a redução da jornada de trabalho. O texto propõe mudanças relevantes na rotina de trabalhadores e empresas, com redução gradual da carga horária semanal e ampliação do descanso remunerado.

Na prática, a proposta substitui o modelo atual, baseado em até 44 horas semanais e um descanso semanal remunerado, por uma nova estrutura com dois dias de repouso por semana, jornada de 42 horas no primeiro ano e redução para 40 horas semanais após 12 meses, sem corte salarial.

O que muda para o trabalhador
Se aprovada, a proposta altera a lógica tradicional da escala 6×1.

Hoje, a Constituição permite jornada de até:

8 horas por dia
44 horas semanais
1 dia de descanso semanal remunerado
Com a nova proposta:

máximo de 42 horas semanais após 60 dias da promulgação
redução para 40 horas após um ano
2 dias de descanso semanal remunerado
sem redução proporcional de salário
A proposta busca aproximar o Brasil de modelos com maior equilíbrio entre trabalho e descanso.

Domingo continua garantido?
Não necessariamente.

O relatório estabelece que um dos dias de descanso será preferencialmente aos domingos, mas não de forma obrigatória.

Isso significa que a folga dominical continua como referência, mas setores com operações contínuas ou escalas específicas poderão manter formatos alternativos.

Entre os segmentos mais impactados estão:

comércio
supermercados
farmácias
hospitais
hotelaria
logística
segurança
transporte
Empresas poderão negociar escalas diferentes
A proposta preserva espaço para negociação coletiva.

Empresas e categorias terão 60 dias para renegociar convenções e acordos coletivos, adaptando jornadas e escalas à nova realidade.

Na prática, isso significa que modelos diferentes do padrão poderão continuar existindo, desde que negociados formalmente.

O texto permite, por exemplo, regimes compensatórios em que uma semana tenha mais dias trabalhados e outra concentre mais descanso, desde que a média mensal respeite os parâmetros mínimos.

Como o fim da 6×1 pode impactar o mercado pet
A eventual aprovação da proposta deve gerar efeitos diretos sobre o mercado pet, especialmente em segmentos intensivos em mão de obra e que operam com jornadas estendidas ou atendimento contínuo.

Pet shops, centros de banho e tosa, clínicas veterinárias, hospitais 24 horas e operações logísticas ligadas ao abastecimento do setor tendem a sentir o impacto de uma reorganização de escalas, sobretudo em funções operacionais com maior rotatividade.

No caso específico do varejo pet, a discussão ganha peso porque parte da categoria já opera com regras próprias definidas em convenções coletivas. Em São Paulo, o SindPetShop-SP destaca que profissionais como banhistas, tosadores, auxiliares, atendentes, recepcionistas e técnicos já contam com condições trabalhistas específicas, incluindo percentuais diferenciados para horas extras.

Além da reorganização operacional, a mudança pode acelerar investimentos em automação, digitalização e eficiência. Em um mercado pressionado por custos e pela necessidade de conveniência, empresas podem buscar novas formas de equilibrar produtividade e despesas trabalhistas.

Por outro lado, a ampliação do descanso pode ajudar na retenção de talentos em um setor que convive com desafios ligados à alta carga operacional, desgaste emocional e dificuldade de preenchimento de funções técnicas.

  • Setor pode acelerar tecnologia e novos modelos operacionais
  • O impacto pode ir além da folha de pagamento.

Com custos potencialmente maiores em operações físicas, o setor pet pode acelerar movimentos já em curso, como:

  • digitalização do atendimento
  • automação de processos administrativos
  • reforço do delivery
  • maior eficiência logística
  • revisão de jornadas em unidades 24h

Esse movimento acompanha transformações já observadas no varejo global, impulsionadas por inteligência artificial, automação e novos modelos de conveniência.

Setores com regras específicas devem manter exceções (H2)

A proposta reconhece que alguns segmentos operam com necessidades próprias.

Casos como:

  • jornadas 12×36 na saúde
  • trabalhadores embarcados
  • setor aéreo
  • segurança privada
  • contratos públicos específicos
  • devem seguir regras adaptadas via legislação complementar ou negociação coletiva.

No caso veterinário, hospitais e operações emergenciais podem se enquadrar em modelos específicos.

Empresas ganham período de adaptação (H2)

O relator defende que a transição gradual busca reduzir impactos operacionais e financeiros para empregadores.

Segundo o cronograma:

  • 60 dias após promulgação: jornada cai para 42h
  • 12 meses depois: jornada cai para 40h
  • A ideia é permitir reorganização operacional, revisão de escalas e eventuais investimentos em produtividade.

Proposta ainda não foi aprovada (H2)

Apesar do avanço, a medida ainda depende de tramitação legislativa.

O relatório foi apresentado na comissão especial da Câmara, mas precisa passar por votação antes de seguir para outras etapas do processo legislativo.

Ou seja: a escala 6×1 ainda não acabou no Brasil.

Por: https://panoramapetvet.com.br/

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